PROPOSTA DIDÁTICA Nessa postagem está descrita minha proposta didática para minhas queridas alunas que são professoras do Ensino Médio e pretendem ofertar o livro "Vidas Secas" de Graciliano Ramos para seus alunos. REFLEXÕES SOBRE A UNIDADE FAMILIAR: UMA PROPOSTA DIDÁTICA SOBRE VIDAS SECAS 1. APRESENTAÇÃO Partimos do ponto comum que literatura é toda forma de manifestação poética, dramática ou ficcional criada pelo homem. Logo, compreendemos que a literatura, ao passar dos tempos, inclinou-se à representação de uma época, de uma cultura ou mesmo de um momento histórico de uma sociedade. Graças a ela, então, tornam-se claras todas as manifestações culturais dos homens de todos os tempos. O conjunto cultural brasileiro contemporâneo, por vezes, pede um olhar diferenciado sobre as obras produzidas atualmente, um olhar que estimule novas leituras e interpretações do quadro que a literatura brasileira vem representando. Cosson (2006), em seu texto A Literat...
PROPOSTA DIDÁTICA COM A OBRA TERRA DOS MENINOS PELADOS Literatura na escola - 6º ano: A narrativa de Graciliano Ramos Objetivos Estimular o gosto pela leitura; Desenvolver a competência leitora; Desenvolver a sensibilidade estética, a imaginação, a criatividade e o senso crítico; Estabelecer relações entre o lido / vivido ou conhecido (conhecimento de mundo); Conhecer / exercitar alguns elementos básicos da narrativa; Discutir relações de diferença / discriminação. Conteúdos Elementos da narrativa: narrador, enredo, personagens, tempo, espaço e tipos de discurso; Conceitos de real e imaginário; Conceitos de Diferença, Tolerância, Preconceito e Discriminação. Tempo estimado Cinco aulas Ano 6º ano Material necessário Livro A terra dos meninos pelados. Graciliano Ramos, 88 págs, Editora Record, tel (21) 2585 2000, preço 24,90 reais. Desenvolvimento 1ª etapa: Antecipação/ Sensibilização Pergunte aos alunos se eles já ouviram falar de Graciliano R...
ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE “MORTE VIDA SEVERINA” E “VIDAS SECAS” I – INTRODUÇÃO: O poema de João Cabral apresenta não apenas uma interpretação da obra de Graciliano Ramos como, também, aponta para os locais de encontro entre sua própria obra, em especial “Morte e Vida Severina” e “Vidas Secas”, do maior dos regionalistas de 30. “O que me interessa é o homem, e homem daquela região aspérrima. Julgo que é a primeira vez que esse sertanejo aparece em literatura. (...) Procurei auscultar a alma do ser rude e quase primitivo que mora na zona mais recuada do sertão, observar a reação desse espírito bronco ante o mundo exterior, isto é, a hostilidade do meio físico e da injustiça humana. Por pouco que o selvagem pense – e os meus personagens são quase selvagens – o que ele pensa merece anotação. (...) A minha gente, quase muda, vive numa casa velha de fazenda. As pessoas adultas, preocupadas com o estômago, não têm tempo de abraçar-se. Até a cachorra é uma criatur...